terça-feira, 15 de novembro de 2016
quinta-feira, 3 de novembro de 2016
O INCANSÁVEL AUTOCONHECIMENTO
“Acredito
que as maiores verdades do universo não estão do lado de fora, no
estudo das estrelas e dos planetas. Elas residem profundamente dentro
de nós, na magnificência do nosso coração, da nossa mente e da
nossa alma. Enquanto não compreendermos o que está do lado de
dentro, não poderemos entender o que está do lado de fora."
Anita
Moorjani
Essa
citação cabe para todo ser humano, no entanto é fator determinante
para as pessoas que atuam na educação escolar.
Cabe
agora voltar no tempo. Antes da escola formal, as crianças eram
educadas pela comunidade, através do exemplo dos mais velhos,
portanto, era uma educação real, que acontecia muito através da
observação dos mais jovens às atitudes dos mais velhos. A educação
era necessariamente um extinto de sobrevivência das espécies. Por
esse motivo, o caráter, ética e moral eram muito presentes na vida,
basta lembrar que não se assinava contrato, a lei da palavra era
mais forte.
Depois
surge a escola patrística, com cunho religioso e após a
escolástica, na tentativa de racionalizar a fé. Alguns
historiadores caracterizam a época medieval como sendo do período
em que menos o homem evoluiu intelectualmente, uma vez que o
cristianismo dominou toda a manifestação filosófica, científica,
educacional e espiritual, barrando qualquer forma de pensamento livre
de dogmas e crenças.
No
fim da Idade Média, com a Revolução francesa, a educação passou
a ser subserviente ao capitalismo, os vínculos se perderam, a
essência do agir através do exemplo também, pois sem vínculo
emocional o processo passou a ser mais de ensinagem do que
aprendizagem, aja visto que pouco lembramos do que aprendemos na
escola.
Historicamente,
podemos observar que o processo educacional vai sempre servindo a
interesses de poder e dominação. Nesse contexto a educação para o
aprimoramento integral do homem foi sepultada, dando lugar à
manipulação da massa. Insisto em dizer que os professores
necessitam estudar a história da educação, para poder compreender
como somos pequenos e ignorantes. Compreendendo que a educação hoje
é muito mais coerção do que libertação, nossa prática
pedagógica muda drasticamente.
Em
pedagogias mais humanistas, Waldorf, Montessoriana, priorizaram e
valorizaram sempre a figura do professor como sendo de fundamental
importância. Os professores que trabalham com essas pedagogias,
buscam o autoconhecimento por entenderem que a aprendizagem
significativa só acontece se for acompanhada por afeto e pelo
exemplo real. Ninguém engana a alma de uma criança.
Um
ser humano autentico e íntegro, deve ser a busca dos professores,
pois só assim estará realmente participando da construção de uma
educação humanista que sirva ao crescimento e evolução dos seres
humanos, do contrário apenas fará parte dessa enganação e
alienação da educação atual.
Andrea
Cassone
domingo, 30 de outubro de 2016
DESPERTAR GRATIDÃO NA GERAÇÃO Z
Pensei nesse tema pela necessidade que estou enxergando nas crianças da geração Z: A FALTA DE GRATIDÃO.
Para delinear minha fala vamos por partes: 1 - O QUE É GRATIDÃO: Gratidão é um sentimento de reconhecimento. A gratidão é livre de julgamento. Quem muito julga é pouco grato. Se somos gratos pela oportunidade de estarmos nessa experiência corpórea, pouco julgamos. Existe uma história muito interessante que nos remete ao hábito de julgamento das pessoas:
Para delinear minha fala vamos por partes: 1 - O QUE É GRATIDÃO: Gratidão é um sentimento de reconhecimento. A gratidão é livre de julgamento. Quem muito julga é pouco grato. Se somos gratos pela oportunidade de estarmos nessa experiência corpórea, pouco julgamos. Existe uma história muito interessante que nos remete ao hábito de julgamento das pessoas:
| Lenda sufi: o cavalo perdido | |
| Há muitos anos, numa pobre aldeia chinesa, vivia um lavrador com seu filho. Seu único bem material, além da terra e da pequena casa de palha, era um cavalo que havia sido herdado de seu pai. Um belo dia, o cavalo fugiu, deixando o homem sem o animal para lavrar a terra. Seus vizinhos - que o respeitavam muito por sua honestidade e diligência - vieram até sua casa para dizer o quanto lamentavam o ocorrido. Ele agradeceu a visita, mas perguntou: - Como voces podem saber que o que ocorreu foi uma desgraça na minha vida? Alguém comentou baixinho com um amigo: "ele não quer aceitar a realidade, deixemos que pense o que quiser, desde que não se entristeça com o ocorrido". E os vizinhos foram embora, fingindo concordar com o que haviam escutado. Uma semana depois, o cavalo retornou ao estábulo, mas não vinha sózinho; trazia uma bela égua como companhia. Ao saber disso, os habitantes da aldeia - alvoroçados, porque só agora entendiam a resposta que o homem lhes havia dado - retornaram à casa do lavrador, para cumprimenta-lo pela sua sorte. - Você antes tinha apenas um cavalo, e agora possui dois. Parabéns! - disseram. - Muito obrigado pela visita e pela solidariedade de voces - respondeu o lavrador. - Mas como voces podem saber que o que ocorreu é uma bençao na minha vida? Desconcertados, e achando que o homem estava ficando louco, o vizinhos foram embora, comentando no caminho "será que este homem não entende que Deus lhe enviou um presente? " Passado um mes, o filho do lavrador resolveu domesticar a égua. Mas o animal saltou de maneira inesperada, e o rapaz caiu de mau jeito - quebrando uma perna. Os vizinhos retornaram à casa do lavrador - levando presentes para o moço ferido. O prefeito da aldeia, solenemente, apresentou as condolências ao pai, dizendo que todos estavam muito tristes com o que tinha acontecido. O homem agradeceu a visita e o carinho de todos. Mas perguntou: - Como voces podem saber se o que ocorreu foi uma desgraça na minha vida? Esta frase deixou a todos estupefatos, pois ninguem pode ter a menor dúvida que um acidente com um filho é uma verdadeira tragédia. Ao sairem da casa do lavrador, diziam uns aos outros: "o homem enlouqueceu mesmo; seu único filho pode ficar coxo para sempre, e ele ainda tem dúvidas se o que ocorreu é uma desgraça". Alguns meses transcorreram, e o Japão declarou guerra contra a China. Os emissários do imperador percorreram todo o país, em busca de jovens saudáveis para serem enviados à frente de batalha. Ao chegarem na aldeia, recrutaram todos os rapazes, exceto o filho do lavrador, que estava com uma perna quebrada. Nenhum dos rapazes retornou vivo. O filho se recuperou, os dois animais deram crias que foram vendidas e rederam um bom dinheiro. O lavrador passou a visitar seus vizinhos para consola-los e ajuda-los - já que tinham se mostrado solidários com ele em todos os momentos. Sempre que algum deles se queixava, o lavrador dizia: "como sabe se isso é uma desgraça?" Se alguém se alegrava muito, ele perguntava: "Como sabe se isso é uma benção?" E os homens daquela aldeia entenderam que, além das aparências, a vida tem outros significados. 2 - GRATIDÃO é um sentimento, um estado de espírito, totalmente ligado à espiritualidade, então podemos perceber que o materialismo está cada vez mais avassalador e a tecnologia contribui para esse materialismo. Nesse contexto apresento um quadro, 3 - GERAÇÕES ![]() | |
Não vamos julgar as gerações, vamos remediar o que está acontecendo e avivar a preocupação da geração X quanto às futuras gerações. Em estudos mais aprofundados pude constatar que a geração X tinha mais preocupação em preservar e proteger as gerações futuras, aspecto que a geração Y não tem se ligado muito, o que demonstra uma geração que não educa os filhos e se torna refém deles. Com isso a geração Z está cada vez mais rebelde e apresenta grande dificuldade em respeitar a sabedoria dos mais velhos, uma vez que se acham donos do saber, ou melhor, acham que já nasceram prontos. Esse comportamento causa uma grande falta de educação e modéstia, originando uma geração prepotente. 4 - SEGUEM ALGUMAS AÇÕES PARA DESPERTAR A GRATIDÃO NA GERAÇÃO Z:
Essas sugestões trazem resultados realmente satisfatórios.
Vamos agradecer a dádiva de estarmos no Planeta Terra e fortalecer as futuras gerações para que tenham direito a um mundo mais humano e igualitário, em que viver seja realmente uma experiência de alegrias e conquistas.
Andrea Cassone
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FORMAR PROFESSORES EM CONTEXTOS SOCIAIS EM MUDANÇA
GOSTARIA
IMENSAMENTE QUE PROFESSORES E PESSOAS INTERESSADAS UMA EDUCAÇÃO
MAIS CRÍTICA LESSEM ESSE BRILHANTE TRABALHO BASEADO EM PHILIPPE
PERRENOUD. Minha intenção é relacionar esse estudo com as atuais
circunstâncias políticas e educacionais que vivemos no Brasil e
reafirmar que PROFESSORES QUE INCUTEM IDEIAS PRÉ-CONCEBIDAS PODEM
SER QUALQUER COISA, MENOS PROFESSORES.
Formar
professores
em
contextos sociais em mudança
Prática
reflexiva e participação crítica
Philippe
Perrenoud
Faculdade
de Psicologia e Ciências da Educação
Universidade
de Genebra
1999
Tradução
de Denice Barbara Catani
As
sociedades se transformam, fazem-se e desfazem-se. As tecnologias
mudam o trabalho, a comunicação, a vida cotidiana e mesmo o
pensamento. As desigualdades se deslocam, agravam-se e recriam-se em
novos territórios. Os atores estão ligados a múltiplos campos
sociais, a modernidade não permite a ninguém proteger-se das
contradições do mundo.
“Quais
as lições que daí podem ser tiradas para a formação de
professores? Certamente, convém reforçar sua preparação para uma
prática reflexiva, para a inovação e a cooperação. Talvez
importe, sobretudo, favorecer uma relação menos temerosa e
individualista com a sociedade. Se os professores não chegam a
ser os intelectuais, no sentido estrito do termo, são ao menos os
mediadores e intérpretes ativos das culturas, dos valores e do saber
em transformação. Se não se perceberem como depositários da
tradição ou precursores do futuro, não saberão desempenhar esse
papel por si mesmos.”
Vejam
o que está em negrito, acima. Muito bem, professores
tendencialistas, partidários, militantes conseguem ter a clareza de
que pelo menos são depositários da tradição e percursores do
futuro? Evidente que não. Se defendo um lado, não aceito o outro,
então incuto nos meus alunos as minhas escolhas e tendências. Dessa
maneira, não formarei livres pensadores, pessoas críticas e que
conseguem conviver com opiniões diferentes.
'A
escola pode ficar imóvelem contextos sociais em transformação ?
O
bom senso leva a pensar que, se a sociedade muda, a escola só pode
evoluir com ela, antecipar, até mesmo inspirar as transformações
culturais. Isso significa esquecer que o sistema educativo
beneficia-se de uma autonomia relativa (Bourdieu e Passeron, 1970), e
que a forma escolar (Vincent, 1994) é em parte construída para
proteger mestres e alunos do furor do mundo.
Sem
dúvida, os professores, os alunos e seus pais fazem parte do mundo
do trabalho e, evidentemente, da sociedade civil. Assim, por meio
deles, retomando a fórmula de Suzanne Mollo (1970), a sociedade está
dentro da escola tanto quanto o inverso. No entanto, a escola não
poderia cumprir sua missão se mudasse de finalidades a cada mudança
de governo e tremesse sobre suas bases cada vez que a sociedade fosse
tomada por uma crise ou por conflitos graves. É importante que a
escola seja, em parte, um oásis e que ela continue a funcionar nas
circunstâncias mais movimentadas, mesmo em caso de guerra ou de
grande crise econômica. Ela permanece, senão um "santuário",
pelo menos um lugar cujo estatuto "protegido" é
reconhecido. Quando a violência urbana ou a repressão policial
chegam às escolas, os espíritos ficam chocados.
A
escola não tem vocação para ser o instrumento de uma facção, e
nem mesmo de partidos no poder. Ela pertence a todos. Até mesmo os
regimes totalitários tentam preservar essa aparência de
neutralidade e paz. Compete ao sistema educativo encontrar um justo
equilíbrio entre uma abertura destruidora dos conflitos e
sobressaltos da sociedade e um fechamento mortífero, que o isolaria
do restante da vida coletiva.”
Muito
bem, as escolas brasileiras estão sendo respeitadas acima das
crises? Precisamos urgentemente de uma reforma que possa formar
professores conscientes de seu papel. O Projeto Escola sem Partido,
também não encontra solidez, uma vez que é impossível debater
temas sóciais na sala de aula sem que o professor expresse juízo de
valor, no entanto, se esse professor entende que é seu papel
apresentar aos alunos todas as questões de um assunto, tentando ser
o mínimo tendencioso, pronto, a escola passa a ser um espaço de
reflexões.
“Sejamos
bastante lúcidos, também, para saber que esse paradigma
(profissionalização, prática reflexiva e participação crítica)
não corresponde:
nem
à identidade ou ao ideal da maioria dos professores em função;
nem
ao projeto ou à vocação da maioria daqueles que se dirigem para o
ensino.”
Isso
é real e pouco animador, no entanto Perrenoud continua a discorrer
sobre a real postura do professor competente e se um professor
realmente quer fazer a diferença precisa ler as obras dele.
Podemos
perceber o quanto estamos no caminho errado, pois os conflitos estão
dentro das escolas fato que não levará a um fim positivo. Tivemos a
repercussão da jovem Ana Júlia que com o seu pseudo-discurso causou
inúmeros olhares, no entanto ela veio revestida de um discurso
feito, cheio de contradições e associada ao PT, portanto tudo caiu
por terra.
Critico
sim professores tendenciosos pois eles vivem em goma existencial. Se
compreendessem sua real função, jamais utilizariam seu poder em uma
sala de aula.
Aqui
fica a minha sugestão: Ler Perrenoud.
sábado, 22 de outubro de 2016
A TEORIA DA AUTODETERMINAÇÃO
recompensas materiais prejudicariam a motivação intrínseca, reduzindo o envolvimento na atividade para níveis menores do que os apresentados antes da introdução das recompensas. As pessoas deixavam de perceber suas ações como internamente guiadas para se sentirem externamente comandadas. Portando, podemos perceber que premiar os alunos em troca de resultados acaba inibindo a autonomia, desestimulando-os.
Três necessidades psicológicas inatas, subjacentes à motivação intrínseca, são propostas pela Teoria da Autodeterminação: a necessidade de autonomia, a necessidade de competência e a necessidade de pertencer ou de estabelecer vínculos. A satisfação das três é considerada essencial para um ótimo desenvolvimento e saúde psicológica. Em situações de aprendizagem escolar, as interações em sala de aula e na escola como um todo precisam ser fonte de satisfação dessas três necessidades psicológicas básicas para que a motivação intrínseca e as formas autodeterminadas de motivação extrínseca possam ocorrer. Nesse sentido, a figura do professor tem um papel essencial na promoção de um clima de sala de aula favorável ou não ao desenvolvimento dessas orientações motivacionais.
Autonomia significa a faculdade de se governar por si mesmo; liberdade ou independência moral ou intelectual. Para a Teoria da Autodeterminação, o conceito de autonomia é vinculado ao desejo ou a vontade do organismo de organizar a experiência e o próprio comportamento e para integrá-los ao sentido do self. Isso é extremamente importante, pois se o professor não promove autonomia na sala, seus alunos vão perdendo o interesse, uma vez que a autonomia integra o self e o self é a vontade de evoluir, adquirir conhecimentos, aprimorar-se, é a porção divina do ser humano. Então uma vez que um professor não age de forma a estimular o self, alimenta o ego, que por sua vez é muito mais restrito do que o self, pois trabalha apenas com a consciência, o ego é limitado visto que não é capaz de contemplar todo o conteúdo presente no inconsciente. Não sei se me fiz entender, porém quero falar de ego e self em outra oportunidade.
Voltando à Teoria da autodeterminação, podemos concluir que está nas mãos do professor desenvolver autonomia, competência e vínculos interpessoais.
Quanto mais pesquiso, mais entendo que a educação está parada no tempo e no espaço simplesmente pela falta de conhecimento dos professores e por não buscarem o autoconhecimento.
Está nas nossas mãos produzir uma aprendizagem significativa.
Andrea Cassone
Três necessidades psicológicas inatas, subjacentes à motivação intrínseca, são propostas pela Teoria da Autodeterminação: a necessidade de autonomia, a necessidade de competência e a necessidade de pertencer ou de estabelecer vínculos. A satisfação das três é considerada essencial para um ótimo desenvolvimento e saúde psicológica. Em situações de aprendizagem escolar, as interações em sala de aula e na escola como um todo precisam ser fonte de satisfação dessas três necessidades psicológicas básicas para que a motivação intrínseca e as formas autodeterminadas de motivação extrínseca possam ocorrer. Nesse sentido, a figura do professor tem um papel essencial na promoção de um clima de sala de aula favorável ou não ao desenvolvimento dessas orientações motivacionais.
Autonomia significa a faculdade de se governar por si mesmo; liberdade ou independência moral ou intelectual. Para a Teoria da Autodeterminação, o conceito de autonomia é vinculado ao desejo ou a vontade do organismo de organizar a experiência e o próprio comportamento e para integrá-los ao sentido do self. Isso é extremamente importante, pois se o professor não promove autonomia na sala, seus alunos vão perdendo o interesse, uma vez que a autonomia integra o self e o self é a vontade de evoluir, adquirir conhecimentos, aprimorar-se, é a porção divina do ser humano. Então uma vez que um professor não age de forma a estimular o self, alimenta o ego, que por sua vez é muito mais restrito do que o self, pois trabalha apenas com a consciência, o ego é limitado visto que não é capaz de contemplar todo o conteúdo presente no inconsciente. Não sei se me fiz entender, porém quero falar de ego e self em outra oportunidade.
Voltando à Teoria da autodeterminação, podemos concluir que está nas mãos do professor desenvolver autonomia, competência e vínculos interpessoais.
Quanto mais pesquiso, mais entendo que a educação está parada no tempo e no espaço simplesmente pela falta de conhecimento dos professores e por não buscarem o autoconhecimento.
Está nas nossas mãos produzir uma aprendizagem significativa.
Andrea Cassone
domingo, 9 de outubro de 2016
QUE ONDA É ESSA?
O
que está acontecendo?O mundo está
ao contrário e ninguém reparou, diz o compositor Nando Reis.
Sim,
parece que o mundo está às avessas.
Vou
tentar fazer uma rápida análise do que está acontecendo com a sociedade atual.
Não
sou especialista em política, mas navego bem na área educacional, o
que me impulsiona a escrever sobre as ondas que estão chegando até nós.
Com
relação à educação escolar, os profissionais mais antenados, já
perceberam que as escolas atualmente estão resgatando o
brincar no "quintal da vovó". Não basta desenvolver o
cognitivo da criança, estamos pagando um alto preço por ter
negligenciado a importância da brincadeira no desenvolvimento infantil resgatando o passado. Especialistas também na área da saúde, estão
advertindo sobre a importância da criança ter vivências cada vez
mais constantes com a natureza; correr, subir em árvores, amassar
barro, brincar de casinha...A escola sempre se preocupou com o aspecto cognitivo, hoje vê a necessidade de desenvolver o ser humano integral.
Até que em fim a apologia ao vestibular está com seus dias contados.
Na
educação familiar, está surgindo a necessidade urgente de resgatar
o respeito pelos pais, que precisam começar a impor limites na
criação dos filhos. Uma onda remetendo ao passado, em que criança
era criança, em que a alfabetização acontecia aos 7 anos, apenas
quando o cérebro estava maduro para isso, em que os pais passeavam
tranquilamente com seus filhos e as pessoas não tinham que ficar
assistindo a verdadeiros shows de birras e malcriações. A instituição familiar precisa assumir as suas responsabilidades.
Nas
grandes cidades, em nome da economia e segurança, as pessoas estão
voltando a se reunir em casa, cada um leva o que vai consumir e
juntos passam horas conversando olho no olho. Nos anos 80 esses tipos
de reuniões aconteciam pelo simples prazer de se socializar, no
entanto a modernidade e a tecnologia foram engolindo as relações
"ao vivo", dando lugar à tela dos eletrônicos.
E
na política? Iniciarei com a citação do cientista político
Gonzalo Rojas
." Há
quem acredite que o PT se transformou naquilo que ele criticava.
Seria uma nova forma do neoliberalismo."
Até
o Partido dos Trabalhadores está sofrendo grandes transformações e
o seu declínio, faz a Direita ressurgir trazendo a onda dos
conservadores. A liberdade foi confundida com falta de respeito, a ética foi por água a baixo, a dita moral e bons costumes tiraram férias sem data de retorno, estamos assistindo a decadência dos seres humanos e me parece que as pessoas estão sentindo falta de ações mais conservadoras
Que
ondas são essas que nos remetem ao passado?
Depois
de 12 anos de reinado, o PT se desmancha aos nossos olhos e os
trabalhadores do Brasil retiram de cena partidos da esquerda, dando
voz à candidatos conservadores.
Na
religião, a onda também está atingindo. Passamos há 10 anos mais
ou menos por uma avalanche de igrejas evangélicas, depois vieram os
padres cantores dando maior vulto à igreja católica e hoje temos um
Papa que prega a diversidade e o respeito às diferentes culturas e religiões, pedindo diálogo entre as elas.
Temos
o excesso de valorização dos animais que,segundo
César Ades, psicólogo e diretor do Instituto de Estudos Avançados
da USP, as relações com os animais de estimação estão sendo
levadas ao extremo. “As pessoas encontram uma satisfação
psicológica tão grande na relação com seus animais que querem que
eles entrem no círculo humano”, diz o psicólogo, especialista em
comportamento animal. Ele alerta que a diferença entre as espécies
- ser humano e bicho - deve ser mantida. “O bom na relação é que
um é animal e o outro é ser humano, ninguém deveria trocar de
lugar com o outro. O que o animal precisa é ser considerado um
animal e receber cuidados naturais.
Temos
o excesso da tecnologia, que ainda terá crescimento, no entanto,
pesquisadores já analisam que as redes sociais sofrerão
considerável adaptação.
Me
parece que vivemos tempos de repressão, depois tempos de liberdade
excessiva e agora chega uma onda que nos remete ao caminho do meio,
nem tanto ao mar, nem tanto a terra.
Vamos
dar graças à onda do bom senso, em que os extremos, as militâncias,
o radicalismo caem por terra. Vamos aproveitar essa vibe e procurar
nos aprofundar, observando melhor o que está acontecendo com o
mundo. observar as tendências, e fugir muitas vezes delas, pois elas
são altamente manipuladoras. Vamos ficar atentos às pessoas que nos
inspiram conhecimento, fugindo de modismos.
Vejo
uma grande necessidade das pessoas se encontrarem, ao vivo de
preferência e trocarem experiências, questionamentos, vejo a
necessidade extrema de investirmos na espiritualidade, no nosso
equilíbrio pessoal, no calar e observar, ficarmos menos expostos, vamos deixar a natureza
agir e exuberar.
Andrea Cassone
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